Antes de muitos artistas apostarem no retro, o cantor Uilque observou que a valorização da década de 1990 do samba era importante. Ele ficou muito contente, com a turnê Gigante do Samba, entre Só Pra Contrariar e a Banda Raça Negra, a Tardezinha com Thiaguinho, O Baile do Nêgo Véio, do Alexandre Pires e volta de Chrigor, ex-vocalista do Exaltasamba e Salgadinho, ex-vocalista do Katinguelê. O show “Os Bons Tempos” já vinha sendo uma proposta do cantor Uilque, que sempre defendeu a potencialidade desta época, tanto autoral quanto artística.  Segundo o sambista, a música não tem idade, o que é bom permanece no mercado, acaba motivando outras gerações a conhecer a história musical do país.

“Cresci com o conceito de conhecer a essência do álbum do artista, desde quem produziu; técnicos, músicos e até compositores. Hoje em dia, você baixa a música e nem sabe que trabalhou na construção do disco. Já no inicio desta década, comecei a despertar o interesse de homenagear o Raça Negra e incluir outros artistas dos anos 90. Quando os consagrados fizeram uma releitura do auge do samba romântico, percebi que estava no caminho certo”, comentou Uilque.  

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