No Dia Nacional do Samba, o cantor e compositor, Uilque agradeceu aos grandes artistas do gênero em ter abertos às portas para nova geração. Ele destacou as vertentes, como Samba de Roda, Samba Canção, Partido Alto, Samba de Breque, Samba-enredo, e até a Bossa Nova. Uilque citou o amor pelo Samba Romântico e pelo Balanço, aonde cresceu ouvindo nas maiores emissoras de Rádio e TV. Para ele, a data reforça o compromisso de apresentar o melhor samba e manter viva a tradição desta arte.

“Desde de Donga passando por Cartola até chegar os atuais baluartes do Samba, torna-se uma honra amar estilo musical. Se no Estados Unidos o Jazz é um clássico, no Brasil o Samba representa alma deste povo, principalmente, dos africanos que trouxeram esta riqueza. Amo o Samba Romântico, através dele posso emanar o que o coração sente, além do Balanço que mexe com a gente. “Não deixa o samba morrer” na memória e é mais lindo presenciar um europeu, asiático, americano, caindo no samba. Ele se renova e sempre irá irradiar o amor do povo do Samba pelo Brasil e muito inteiro, e que nos possibilita romper fronteiras”, enfatizou o sambista.  

O samba organiza o pulso constante em grupos de dois, na nomenclatura da teoria então, trata-se de um gênero binário. Instrumentação com violões, cavaquinho, e percussão variada – pandeiro, atabaque, surdo, repique de anel, tamborim e agogô.  Segundo o Educa Mais Brasil o samba de roda tem influencias da cultura africana e portuguesa. O estilo musical nasceu das festas de terreiros realizadas no Recôncavo Baiano, durante os anos de 1860, e tinha como objetivo preservar o legado do povo negro escravizado.  O estilo musical apresenta duas variações, o chula e corrido.        

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